Aumenta desgaste entre Moro e Bolsonaro; governo prepara nova política do salário mínimo

Veja quais são as notícias de destaque nos jornais brasileiros Os principais jornais do país destacam a decisão do presidente Jair Bolsonaro, tornada pública durante uma reunião com secretários estaduais de Segurança em Brasília, nesta quinta-feira (23), de estudar a recriação do ministério da Segurança Pública.    Em seu título principal, O Estado de S.Paulo informa que existe a possibilidade da retirada da política de combate à criminalidade da pasta, hoje comandada pelo ministro Sérgio Moro.

Considerado um dos pontos mais positivos do atual governo, a medida tende esvaziar o papel de Moro no governo. Nesta sexta-feira (24), Bolsonaro recuou e disse, ao chegar na Índia, que está “descartada a possibilidade de desmembrar” o ministério.

Saiba mais aqui.   Se a ideia voltar a ganhar força no governo, contudo, e a recriação da pasta for nos moldes do governo Michel Temer, Moro seguiria no comando da Justiça, mas perderia o controle da Polícia Federal (PF), do Departamento Penitenciário Nacional (Depen) e da Polícia Rodoviária Federal (PRF), os três órgãos mais importantes da pasta.   Como lembra o Estadão, a recriação da pasta faz parte de uma lista de cinco propostas feitas ao governo pelos secretários estaduais de segurança.

“Moro pode perder Segurança Pública e Polícia Federal”, afirma a manchete do Estadão.   Em sua reportagem principal, O Globo revela que a possibilidade de desmembramento do ministério deixou Moro insatisfeito.

Segundo o Globo, o ex-juiz federal não pretende abrir mão de comandar as duas áreas. Moro lembrou a aliados que estar à frente da área de Segurança foi uma das condições para que ele aceitasse deixar a magistratura e compor o novo ministério, em novembro de 2018.

O ministro ainda não deu declarações públicas sobre o assunto.   A preocupação cresceu entre os aliados de Moro após o presidente acrescentar, antes do recuo desta sexta (24), que sua intenção é manter o ex-magistrado na Justiça e nomear outro representante para o novo ministério.

“Bolsonaro admite esvaziar Justiça e cria atrito com Moro”, sublinha a manchete do Globo.   Bolsonaro recua e descarta desmembrar ministério comandado por Sergio Moro Em seu texto principal, a Folha de S.Paulo lembra que a Polícia Federal, atualmente sob o comando do ex-juiz da Lava Jato, é o órgão responsável pelas investigações relacionadas ao senador Flávio Bolsonaro (sem partido-RJ).

A PF também acompanha as investigações do assassinato da vereadora Marielle Franco.   O matutino paulista lembra que, de acordo com o DataFolha, Moro tem melhor avaliação e mais credibilidade junto à população que o próprio presidente Bolsonaro.

No último estudo, realizado em dezembro, o ministro era aprovado por 53% dos entrevistados.

No caso de Bolsonaro, eram 30%.

Segundo a Folha, o presidente teria enxergado, na entrevista concedida por Moro à TV Cultura na segunda-feira (20), o comportamento de candidato a presidente, e não de subordinado.

“Bolsonaro agiu para recriar pasta que tira poder de Moro”, destaca a manchete da Folha.   Salário mínimo   O Globo também mostra, em sua primeira página, que a equipe econômica do governo Bolsonaro elabora a proposta de uma nova política de reajuste do salário mínimo para enviar ao Congresso.   De acordo com o secretário especial de Fazenda do ministério da Economia, Waldery Rodrigues Junior, será garantido o poder aquisitivo do piso até o limite da inflação, o que significa que não haverá aumento real.   Segundo o matutino carioca, a ideia é que a inflação considerada para o piso salarial nacional passe a ser calculada no período entre dezembro e novembro dos anos anteriores, e não mais de janeiro a dezembro.   O objetivo, informa o jornal, é evitar que surpresas no final do ano causem alterações no valor, como ocorreu de 2019 para 2020.

No ano passado o repique na inflação de dezembro obrigou o governo a mudar repentinamente o salário mínimo para 2020.   O Globo lembra que o presidente Bolsonaro chegou a editar uma medida provisória estabelecendo um valor de R$1.039.

Depois, com a inflação maior em dezembro, mudou o valor para R$1.045, evitando o custo político de um reajuste abaixo da inflação no primeiro ano de governo.

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