Implantação de pontos eletrônicos em unidades de saúde do Acre desagrada profissionais

Sindicato diz que é preciso levar em consideração as particularidades de cada área.

Sesacre afirmou que estado busca da melhor forma de registrar os plantões de servidores.

Implantação de pontos eletrônicos em unidades de saúde do Acre desagrada profissionais Reprodução/Rede Amazônica Acre Os servidores da saúde do Acre agora estão tendo que registrar o ponto eletrônico.

A medida foi aprovada pela população, mas não agradou a categoria.

Na sala de espera das unidades de saúde não é difícil encontrar alguém insatisfeito com a demora no atendimento.

O aposentado Manoel Hidelbrando contou que precisou esperar pouco mais de duas horas, mas, segundo ele, em outras ocasiões a espera foi maior.

“Já cheguei aqui umas 6h e saí mais de meia-noite e os exames ainda ficaram para ser entregues no outro dia, porque não consegui ser atendido”, afirmou. O decreto que regulamenta o ponto eletrônico para garantir que médicos enfermeiros e demais profissionais de saúde cheguem e saiam nos horários corretos foi publicado pelo governo no último dia 4 de dezembro.

A plataforma está funcionando em caráter experimental. Implantação de pontos eletrônicos em unidades de Saúde desagrada médicos O vice-presidente do Sindicato dos Médicos (Sindimed), Guilherme Pulice, disse que a rotina de trabalho desses profissionais não se adequa ao sistema de ponto usual.

Segundo ele, é preciso levar em consideração as particularidades de cada área, para que nem os profissionais e nem a população sejam prejudicados. “A gente concorda sim, temos um contrato a ser cumprido e o gestor está aí com todo direito de exigir isso dos profissionais.

A questão são as particularidades.

Por exemplo, um profissional atendendo um ambulatório na Fundação e tem um número x de pacientes agendados e ele tem um horário para sair do serviço e ainda tem paciente para ser atendido.

Por isso, acho que tem que ter um jogo de cintura, porque estamos falando de vida, de atendimento à saúde, não é uma coisa administrativa como outros serviços por aí”, alegou o sindicalista. Em nota, emitida pela Secretaria de Estado de Saúde (Sesacre) junto ao Ministério Público, o estado diz que está em busca da melhor forma de registrar os plantões, horário e frequência de trabalho dos profissionais.

No documento consta ainda que uma capacitação será feito com todos os servidores da Saúde após o aprimoramento da plataforma, que já está funcionando em caráter experimental.

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