Homem suspeito de matar a mulher com facadas na frente da filha vai a júri popular

Crime aconteceu em janeiro de 2019 na Região de Curitiba.

Júri popular ocorre nesta sexta-feira (24) Amanda Menezes/RPC O homem suspeito de matar a mulher com facadas na frente da filha em Fazenda Rio Grande, na Região Metropolitana de Curitiba, vai a júri popular.

O julgamento começou na manhã desta sexta-feira (24), na capital. O crime aconteceu em janeiro de 2019.

Emerson Bezerra da Silva é réu confesso.

Daniela Eduarda Alves tinha 24 anos e foi assassinada em casa.

Vizinhos chegaram a ligar para a polícia para denunciar a briga do casal, antes de Daniela ser morta.

Vizinha de mulher morta em briga de casal diz que fez 'várias ligações' para a polícia 'Tirou um pedaço de mim', diz mãe sobre a morte de filha Daniela foi morta a facadas em 14 de janeiro de 2019 em Fazenda Rio Grande, na Região de Curitiba Divulgação/Facebook Socorro tardio De acordo com áudios anexos à investigação, pelo menos oito ligações de vizinhos foram registradas, antes do crime.

Nos áudios, os moradores cobram a chegada da equipe policial, diante do alto barulho das agressões. Os atendentes da Polícia Militar (PM) respondem que os carros estão atendendo outras ocorrências e que, por isso, era necessário esperar.

O socorro chegou, quando a vítima já estava morta.

Confira trechos das ligações feitas Emerson e Daniela ficaram casados por três anos.

Familiares de Daniela disseram que ela queria se separar, mas que Emerson não aceitava. Em janeiro do ano passado, a filha do casal tinha dois anos.

Ela presenciou o crime, segundo relatos de parentes. "Eu fiquei sabendo pela mãe dele [de Emerson] que ele chegou na casa todo ensanguentado, cortado, e que ele ele tinha matado a Daniela e com a Lívia no colo", afirmou Mauri Ferreira Júnior, pai de Daniela, à época. Pais de Daniela ficaram revoltados com o crime Reprodução/RPC 'Questão familiar' À época do crime, o tenente-coronel da Polícia Militar Manoel Jorge dos Santos Neto afirmou, em entrevista à RPC, que foi uma briga de casal. "É óbvio, a vida da Daniela se foi, nós não temos como trazê-la de volta, a polícia militar está consternada com este fato.

Tanto que desde a época que o fato ocorreu, nós tomamos medida de melhorar esse atendimento, a nossa tábua de prioridade obviamente que vai ser melhor.

Mas veja, é uma questão de atendimento familiar.

Se o marido mata a esposa, infelizmente é uma questão familiar que daí se torna um crime", disse.

Ainda à época, a PM afirmou que mudaria o protocolo, passando a considerar o número de chamadas para uma mesma ocorrência para definir a prioridade de atendimento.

Defesa diz que não é feminicídio Por meio de nota, a defesa de Emerson esclareceu, na quinta-feira (23), que o julgamento vai provar que o caso não é feminicídio. "Daniela não foi morta pela condição de gênero.

Por mais triste que seja a situação, o que se pretende é Justiça sem qualquer excesso", afirmou o advogado Luis Gustavo Janiszewski na nota. Viagem à praia Daniela passou o último fim de semana de vida na praia, com a mãe e a filha.

A menina conheceu o mar nessa viagem. Ao voltar para casa, Daniela e Emerson se desentenderam. Daniela passou o fim de semana na praia, com a mãe e a filha Reprodução/Facebook A delegada Gislaine Ortega Pineda contou que, depois do crime, o suspeito foi para a casa da mãe em Curitiba, no bairro Sítio Cercado.

O marido da mãe do suspeito ligou para a Polícia Militar avisando que o enteado tinha chegado em casa ensanguentado, alegando ter matado a esposa. Policiais militares foram até a residência.

Lá, encontraram o homem com ferimentos na veia femoral.

Ele foi preso em flagrante. Daniela tinha 24 anos quando foi morta pelo marido Reprodução/Facebook Veja mais notícias da região no G1 Paraná.

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